Pular navegação

Arquivo da tag: setembro

Há de surgir
Uma estrela no céu
Cada vez que ‘ocê sorrir
Há de apagar
Uma estrela no céu
Cada vez que ‘ocê chorar

lembrar do vento no litoral. só isso. e mandar uma mensagem dizendo que acabou de tocar no rádio. e ele lembrou que desde então lembra dela quando ouve a música. deixar ela dias querendo lembrar da letra toda, cantando partes, indo, voltando do trabalho, até que ela procura a letra e acha. e percebe que não lembra quando disse a ele que o vento do litoral fazia ela lembrar de muita coisa. mas ela lembra que disse. e ele lembra que ouviu.

De tarde quero descansar,
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora

Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção

Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim?

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo
E quando eu vejo o mar,
Existe algo que diz,
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem

Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem?

- Ei, olha só o que eu achei: cavalos-marinhos
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora

há algo de muito ruim que parece envolver o sentido da palavra sobreviver.

hoje, ela parece algo em oposição a viver, quase como fosse sinônimo de morrer. ou pior, como fosse um meio termo insosso, diante do qual tanto vale não estar aqui.

entendo sobreviver de outro jeito.

um evento acontece, quer você queira, quer não (aliás, sobreviver tem mais a ver com eventos que você não quis, acho). a partir dessa data, nunca mais você volta a ser o que era: a partir daquele dia, quem passou pelo evento marcante, vai viver sobre ele. vai sobreviver.

a vida passa a acontecer sobre uma memória que não desaparece. sobre uma dor que não some. sobre uma cicatriz que virou queloide. vive-se sobre ela. sentando sobre, dormindo sobre, comendo sobre, lendo sobre, dizendo sobre, sonhando sobre, acordando sobre: vivendo sobre.

sobrevivendo.

tão corajoso quanto vivendo, ou até mais.

just like this.

pra ela: tudo, sempre.

em prece:

do beto guedes e do ronaldo bastos.

Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez

Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar

Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer
Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.