e se a gente não tivesse amigos e ombros em quem confiar, como seria?
‘você merece ser feliz. ‘como’ é só um detalhe!’
e se a gente não tivesse amigos e ombros em quem confiar, como seria?
‘você merece ser feliz. ‘como’ é só um detalhe!’
admiro quem consegue escrever num blog, em forma de post, dos dilemas pessoais que vem vivendo. admiro mesmo. e gosto de ler. me sinto acompanhando mais de perto todas duas. a prima que amo e a conhecida/amiga/sofrida/querida.
mas eu não consigo. quando o calo aperta, eu fico muda.
o silêncio dos últimos meses não é do tipo: o calo apertou. acho que é do tipo: o calo esteve apertado por tempo demais, preciso parar.
além disso, pode parecer non sense, mas vou dizer:
final de ano não é subjetivo. o ano acaba mesmo. um ciclo se fecha mesmo. goste você ou não de natal, ele vem. queira você ou não ele tem cara de família, e traz consigo automatismos e rituais que podemos amar ou não. mas que chegam.
ando mexida por eles. árvore de natal, que montei pela primeira vez, desde que sai da casa da minha mãe. mas montei sem eles. sem ela e sem ele. não foi fácil. natal que vou fazer na minha casa, sem ela e sem ele. não vai ser fácil.
os silêncios são profundos e marejados. mas chegam com uma força de que não consigo me esquivar.